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Tecnifisio Lagos – Fisioterapia Multidisciplinar

Fisioterapia Pélvica e Osteopatia

Na Tecnifisio acreditamos que uma avaliação global permite compreender melhor os fatores que podem estar associados à dor, à disfunção ou à limitação funcional. É por isso que, em alguns casos, a Fisioterapia Pélvica e a Osteopatia podem integrar o mesmo plano de intervenção.

Embora sejam áreas distintas, ambas procuram identificar os fatores que poderão estar a contribuir para o quadro clínico, respeitando sempre a evidência científica disponível, os objetivos do utente e a avaliação individual.

O pavimento pélvico não funciona isoladamente

O pavimento pélvico integra um sistema funcional que envolve o diafragma, a parede abdominal, a coluna lombopélvica, a bacia e os músculos estabilizadores do tronco. Durante atividades como respirar, tossir, levantar cargas ou evacuar, estas estruturas trabalham de forma coordenada para regular a pressão intra-abdominal e contribuir para a continência, a estabilidade do tronco e a função pélvica.

Alterações da função respiratória, da mobilidade lombopélvica, da parede abdominal ou do controlo motor podem coexistir com disfunções do pavimento pélvico. Por esse motivo, uma avaliação centrada apenas na região pélvica poderá não identificar todos os fatores relevantes para cada pessoa.

No caso de mulheres no pós-parto, especialmente após cesariana, é também importante avaliar a parede abdominal, a cicatriz cirúrgica, a mobilidade dos tecidos envolventes, a função abdominal e o padrão respiratório, uma vez que estes fatores podem influenciar o conforto, a mobilidade e a recuperação funcional. Atualmente, não existe evidência robusta de que a terapia manual elimine aderências ou modifique diretamente o tecido cicatricial profundo. Contudo, quando integrada num programa de reabilitação individualizado, poderá contribuir para reduzir a dor, melhorar a função e aumentar o conforto durante o movimento em alguns utentes.

Em que situações poderá esta abordagem ser considerada?

Dependendo da avaliação clínica, a associação entre Fisioterapia Pélvica e Osteopatia poderá ser considerada em situações como:

  • Dor pélvica persistente;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Recuperação após o parto;
  • Recuperação funcional após cesariana;
  • Dor associada a cicatrizes quando estas apresentam limitações de mobilidade ou hipersensibilidade;
  • Incontinência urinária;
  • Sensação de peso pélvico;
  • Obstipação associada a disfunção do pavimento pélvico;
  • Dor lombopélvica;
  • Preparação para a gravidez e recuperação no pós-parto.

A presença destas condições não significa, por si só, que ambas as abordagens sejam necessárias. A decisão resulta sempre da avaliação clínica individual.

O papel de cada área

A Fisioterapia Pélvica vai focar-se na avaliação e tratamento de diversas disfunções do pavimento pélvico, incluindo a incontinência urinária, dor na relação sexual, a recuperação pós-parto e a reabilitação de alterações da função do pavimento pélvico. A intervenção pode incluir exercício terapêutico, treino dos músculos do pavimento pélvico, educação, reeducação funcional, estratégias respiratórias e aconselhamento relativamente aos hábitos de vida.

A Osteopatia, por sua vez, procura avaliar a função do sistema músculo-esquelético e identificar limitações de mobilidade, alterações do movimento e fatores biomecânicos que possam coexistir com o quadro clínico. Quando indicada, pode integrar um plano multidisciplinar através de técnicas de terapia manual dirigidas às articulações, músculos, fáscias e outros tecidos moles.

Embora alguns estudos sugiram benefícios da terapia manual em determinados contextos clínicos, a evidência relativamente à Osteopatia em disfunções do pavimento pélvico continua a ser limitada, sendo necessários estudos de maior qualidade metodológica para confirmar a sua eficácia específica.

Uma equipa, um objetivo

Na nossa prática clínica, observamos frequentemente que a integração entre Fisioterapia Pélvica e Osteopatia contribuí para uma recuperação funcional mais confortável em alguns utentes, particularmente no pós-parto, na recuperação de cicatrizes, e em situações de dor ou limitação funcional associadas à parede abdominal e à região lombopélvica. Estes resultados correspondem à nossa experiência clínica e são utilizados para orientar a avaliação individual, não substituindo a evidência científica disponível.

Nem todos os casos necessitam da intervenção das duas áreas. Em muitos, a Fisioterapia Pélvica será suficiente; noutros, a integração da Osteopatia poderá constituir um complemento ao plano terapêutico.

A decisão é sempre individualizada, baseada na avaliação clínica, nos objetivos do utente e na melhor evidência científica disponível.

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