Tecnifisio Lagos – Fisioterapia Multidisciplinar

Fisioterapia no pós-cirúrgico – é mesmo necessário?

fisioterapia pós-cirúrgica

Recuperar de uma cirurgia envolve mais do que apenas repouso. Requer um plano de reabilitação estruturado para restaurar o movimento, a força e a função geral. Sem uma reabilitação adequada após cirurgia, as pessoas podem experienciar dor prolongada, rigidez e dificuldade em regressar às atividades do dia a dia. Reabilitação pós-cirúrgica A reabilitação pós-cirúrgica é um processo estruturado de recuperação que ajuda a recuperar o movimento, reduzir a dor e restaurar a função após uma cirurgia. Inclui uma combinação de técnicas de fisioterapia e exercícios orientados, que incluem progressões graduais, para garantir uma recuperação segura e eficaz. Normalmente o processo de reabilitação ocorre por fases: Um programa de reabilitação bem estruturado ajuda a regressar mais rapidamente à rotina, recuperar a independência e reduzir o risco de complicações após a cirurgia. Benefícios da fisioterapia na recuperação pós-cirúrgica A fisioterapia é uma componente fundamental da reabilitação pós-cirúrgica e oferece vários benefícios importantes que incluem: Riscos de evitar a reabilitação pós-cirúrgica Adiar ou evitar a reabilitação após uma cirurgia pode levar a várias complicações que afetam a recuperação e a função a longo prazo. Sem orientação adequada, os músculos e as articulações podem tornar-se rígidos e dolorosos, prolongando o desconforto e dificultando os movimentos do dia a dia. A falta de movimento também pode enfraquecer os músculos e reduzir a flexibilidade, atrasando o regresso à mobilidade normal. Quando não existe reabilitação estruturada é mais provável que surjam movimentos compensatórios, o que pode provocar sobrecarga noutras articulações e levar a novas lesões. O processo de cicatrização também pode tornar-se mais lento quando o movimento progressivo e os exercícios adequados não fazem parte da recuperação. Em alguns casos podem surgir complicações associadas à imobilidade prolongada, como trombose venosa profunda, aderências articulares ou atrofia muscular. A fisioterapia ajuda a garantir que o processo de recuperação acontece de forma controlada e eficaz, reduzindo o risco de rigidez persistente, fraqueza muscular ou dor crónica. Tipos de cirurgias que beneficiam de fisioterapia Muitos tipos de cirurgia requerem reabilitação estruturada para uma recuperação ideal. Cirurgias ortopédicas – as mais comuns e incluem procedimentos como prótese do joelho, prótese da anca, reconstrução do ligamento cruzado anterior, reparação da coifa dos rotadores e cirurgias da coluna. Cirurgias que envolvem articulações – como ombro, tornozelo, cotovelo ou punho também beneficiam de fisioterapia para prevenir rigidez e restaurar a função. Fraturas com fixação cirúrgica frequentemente requerem fisioterapia para recuperar a mobilidade e reconstruir a força muscular. Mesmo cirurgias não ortopédicas, como cesarianas ou cirurgias cardíacas, beneficiam de recuperação através de fisioterapia para melhorar a respiração, a postura, o movimento e o estado da cicatriz. Pessoas que recuperam de cirurgias neurológicas, como intervenções à medula ou ao cérebro, também podem beneficiar de fisioterapia para recuperar função motora e coordenação. Independentemente do tipo de cirurgia, a fisioterapia é um fator importante para otimizar a recuperação. Técnicas de fisioterapia utilizadas na recuperação pós-cirúrgica Os fisioterapeutas utilizam diferentes técnicas baseadas na evidência para ajudar na recuperação após cirurgia e estes incluem: Deixe-nos ajudar na sua recuperação A cirurgia é apenas o primeiro passo. Uma reabilitação adequada ajuda a recuperar força, mobilidade e confiança no movimento. Com o apoio certo é possível regressar às atividades do dia a dia de forma segura e progressiva. Se está a recuperar de uma cirurgia, a fisioterapia pode ajudá-lo a otimizar a recuperação e prevenir complicações. Marque uma consulta connosco, vamos cuidar de si! Bibliografia González, J.R., Ruiz-Arenas, C., Cáceres, A., Morán, I., López-Sánchez, M., Alonso, L., Tolosana, I., Guindo-Martínez, M., Mercader, J.M., Esko, T., Torrents, D., González, J. and Pérez-Jurado, L.A. (2020) Polymorphic inversions underlie the shared genetic susceptibility of obesity-related diseases. American Journal of Human Genetics, 106(6), pp. 846–858. Available at: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38639518/ Gabada, R., Jain, P. and Dsouza, R. (2024) Proprioceptive neuromuscular facilitation (PNF)-integrated gait rehabilitation following total hip arthroplasty: a case report. Cureus, 16(3), e56179. Available at: https://www.cureus.com/articles/224305-proprioceptive-neuromuscular-facilitation-pnf-integrated-gait-rehabilitation-following-total-hip-arthroplasty Thwin, L., Chee, B.R.K., Yap, Y.M. and Tan, K.G. (2024) Total knee arthroplasty: does ultra-early physical therapy improve functional outcomes and reduce length of stay? A retrospective cohort study. Journal of Orthopaedic Surgery and Research, 19, 288. Available at: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11084098/ Meijer, H.A.W., van Loon, J., Schepers, T. and colleagues (2023) Rehabilitation after distal radius fractures: opportunities for improvement. Journal of Wrist Surgery, 12(5), pp. 417–427. Available at: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10569825/ University Hospital, Akershus (2016) The value of early mobilization and physiotherapy following wrist fractures treated by volar plating. ClinicalTrials.gov. Available at: https://clinicaltrials.gov/study/NCT02015468

O frio está a piorar a sua artrite? A Fisioterapia pode ajudar!

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O que é a artrite? A artrite é uma condição crónica comum que afeta as articulações, causando inflamação que leva a dor, sensibilidade, rigidez e mobilidade reduzida. Não existe cura, mas a fisioterapia tem demonstrado ser muito eficaz na gestão dos sintomas, na melhoria da função e mobilidade articular, no fortalecimento das articulações e na melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com esta condição. Se quiser saber mais sobre os tratamentos disponíveis, pode consultar os serviços de fisioterapia da Tecnifisio. Para compreender melhor esta condição, pode também consultar informação médica detalhada da Arthritis Foundation. Como é que o frio pode afetar a artrite? Durante o inverno, muitas pessoas notam que as articulações ficam mais rígidas, dolorosas e com menos mobilidade. Isto acontece porque as temperaturas baixas fazem com que os músculos, tendões e ligamentos à volta das articulações se contraiam, reduzindo a flexibilidade e aumentando a pressão articular. As alterações na pressão atmosférica também podem influenciar a pressão dentro das articulações, aumentando a sensibilidade e o desconforto. Além disso, durante os meses mais frios, as pessoas tendem a ser menos ativas, o que pode aumentar ainda mais a rigidez e diminuir a lubrificação articular, tornando os sintomas mais evidentes. Pode também encontrar informação clínica sobre a relação entre o frio e as dores articulares no portal da NHS – National Health Service. Como pode a fisioterapia ajudar? A fisioterapia é uma abordagem não invasiva na gestão da artrite, focada na melhoria da mobilidade, força, flexibilidade e função articular através de exercícios específicos, técnicas de terapia manual e educação. Eis como a fisioterapia pode beneficiar pessoas com artrite: Gestão da dor Os fisioterapeutas podem utilizar várias técnicas, incluindo aplicação de calor e frio e técnicas de terapia manual, como mobilizações articulares e massagem dos tecidos. Isto vai melhorar a mobilidade e diminuir a rigidez. Prescrição de exercício São elaborados programas de exercício personalizados para fortalecer os músculos à volta das articulações, melhorando a estabilidade e a mobilidade articular. Exercícios de baixo impacto como caminhar, nadar e andar de bicicleta são recomendados para minimizar a sobrecarga nas articulações, mantendo a saúde cardiovascular e a condição física geral, devendo sempre ser realizados com a orientação do fisioterapeuta. Pode aprender mais sobre os benefícios do exercício para pessoas com artrite na World Health Organization. Técnicas de proteção articular Os fisioterapeutas ensinam as pessoas com artrite a realizar as atividades diárias utilizando uma mecânica corporal adequada e técnicas de proteção articular, reduzindo a sobrecarga nas articulações afetadas. Podem também ser recomendados dispositivos de apoio para ajudar a estabilizar as articulações. Educação e autogestão A educação sobre a artrite, a sua progressão e estratégias de autogestão capacita os utentes a terem um papel ativo no seu tratamento. O fisioterapeuta dá estratégias adaptativas para otimizar a função e minimizar o impacto da artrite nas atividades diárias. Reabilitação funcional A reabilitação funcional foca-se na melhoria da mobilidade e da independência nas atividades da vida diária, como vestir-se, lavar-se e realizar tarefas domésticas. Através de exercícios funcionais e treino específico de tarefas, o fisioterapeuta ajuda a recuperar a confiança e a autonomia na realização destas atividades. Gestão a longo prazo A fisioterapia oferece acompanhamento e monitorização a longo prazo para responder às alterações dos sintomas da artrite, do estado funcional e da saúde geral. As consultas regulares permitem ajustar os planos de tratamento e implementar novas estratégias de acordo com as necessidades e objetivos em evolução. Conclusão A fisioterapia é uma ferramenta valiosa na gestão global da artrite, proporcionando intervenções direcionadas para reduzir a dor, melhorar a função e mobilidade articular e aumentar a qualidade de vida. Ao trabalhar em conjunto com o fisioterapeuta, as pessoas com artrite adquirem os conhecimentos, competências e apoio necessários para gerir eficazmente a sua condição e manter um estilo de vida ativo. Se vive com artrite, ou conhece alguém que vive com esta condição, marque uma consulta com um dos fisioterapeutas da Tecnifisio para uma avaliação completa e um plano de tratamento personalizado.

Pilates Clínico no Team Building: fortaleça a saúde e a união da sua equipa

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Pilates Clínico no seu Team Building: uma nova forma de fortalecer equipas e saúde no trabalho Na Tecnifisio,  acreditamos que o bem-estar físico e mental devem representar a mesma importãncia — e não apenas a nível individual. No contexto laboral é cada vez mais valorizada a importância de uma liderança emocional, com foco na vertente humana, onde a empatia e a compreensão caminham lado a lado com a assertividade e rigor. Por esse motivo, pensando nas necessidades crescentes das empresas e das suas equipas, lançamos um novo serviço: Pilates Clínico no seu Team Building.  Porque é que o Pilates Clínico pode transformar a sua equipa Mais do que uma simples aula de exercício físico, o Pilates Clínico é uma prática focada na reeducação do movimento, postura, respiração e consciência corporal, com base no acompanhamento de fisioterapeutas com formação especializada em Pilates Clínico.  Aplicado ao contexto empresarial, este método torna-se uma ferramenta poderosa para: Como funciona “Pilates Clínico no seu Team Building” A aula realiza-se no nosso estúdio e é planificada face aos problemas mais comuns da população, desafiando os limites de cada elemento da equipa, mas sem nunca desrespeitar o próprio corpo e a sua funcionalidade.  Cada Team Building inclui: Para que equipas é indicado? Este serviço é indicado para empresas de qualquer setor que valorizem a saúde, o bem-estar dos colaboradores e o fortalecimento de uma cultura de trabalho mais saudável e conectada. Desde equipas que passam horas em frente ao computador até grupos em contextos mais dinâmicos — o Pilates Clínico adapta-se às necessidades e níveis de cada grupo. Queremos ajudar a sua equipa a mover-se melhor, sentir-se melhor e trabalhar melhor. Entre em contacto connosco para saber mais ou agendar o seu Team Building!O corpo em equilíbrio contribui para equipas mais fortes, criativas e felizes!

Atividade física na gravidez – O Fisioterapeuta também é importante?

Atividade física na gravidez

Atividade física na gravidez – O Fisioterapeuta também é importante? Introdução A gestação é um período único na vida da mulher, caracterizado por transformações físicas, emocionais e hormonais. Essas mudanças têm impacto direto no bem-estar, na postura, no sistema cardiovascular, respiratório e musculoesquelético da gestante. Frente a essas alterações, a prática de atividade física de forma supervisionada tem sido cada vez mais recomendada, tanto para a saúde da mãe, quanto para o desenvolvimento fetal. Contudo, nem todo tipo de atividade física é adequada durante a gravidez. Daí, a atuação do fisioterapeuta especializado  ou de um profissional do exercício especializado ser fundamental para garantir que os exercícios sejam seguros, personalizados e realmente benéficos. Mudanças fisiológicas na gestação Durante a gravidez, o corpo feminino passa por uma série de adaptações naturais que visam permitir o crescimento fetal e preparar a mulher para o parto, nomeadamente:  Essas alterações podem levar a desconfortos e, em alguns casos, ao aparecimento de disfunções como dores lombares, ciatalgia, incontinência urinária, câimbras, fadiga excessiva, entre outros sintomas. O fisioterapeuta, como profissional especialista no movimento humano, está apto a trabalhar preventivamente ou de forma terapêutica com essas alterações, promovendo mais qualidade de vida à gestante. Benefícios da atividade física na gestação A prática de exercícios físicos regulares durante a gravidez traz benefícios comprovados para a gestante e para o bebé, desde que sejam respeitadas as particularidades de cada fase gestacional e as condições individuais da mulher. A seguir, listamos os principais benefícios da prática supervisionada por um fisioterapeuta: 1. Melhoria da postura e alívio de dores Os exercícios são direcionados para melhorar o alinhamento postural, fortalecer a musculatura de sustentação (como abdômen, pavimento pélvico e paravertebrais) e minimizar sobrecargas. Isso resulta na prevenção e alívio de dores lombares e pélvicas, extremamente comuns durante a gravidez. 2. Fortalecimento do pavimento pélvico O fisioterapeuta promove exercícios específicos para fortalecer o pavimento pélvico, essencial para sustentar o peso do útero e auxiliar no trabalho de parto. Esse fortalecimento também previne disfunções como incontinência urinária e promove uma recuperação mais rápida no pós-parto. 3. Melhoria da circulação e prevenção de edemas A prática regular de exercício ajuda a ativar a circulação sanguínea, combatendo o inchaço nas pernas, pés e mãos. Além disso, previne o aparecimento de varizes e tromboses, especialmente em gestantes com predisposição para tal.  4. Controle do aumento de peso Exercícios supervisionados contribuem para um ganho de peso saudável durante a gestação, evitando complicações como diabetes gestacional, hipertensão e parto prematuro. 5. Preparação para o parto Com o acompanhamento de um fisioterapeuta especializado é possível realizar exercícios direcionados para a preparação do corpo, para o momento do parto. Serão realizadas técnicas de respiração, relaxamento, consciência corporal e mobilidade pélvica, de forma a favorecer o parto normal e tornar a experiência mais consciente. 6. Redução da ansiedade e melhora do bem-estar A atividade física estimula a libertação de endorfinas, promovendo bem-estar, melhorando o humor e ajudando a combater quadros de ansiedade.  Referências

Saiba tudo sobre enurese infantil (ou também conhecido “fazer xixi na cama”)

Enurese infantil

Já ouviu falar de enurese infantil? A enurese infantil, popularmente conhecida como “fazer xixi na cama”, é uma problemática comum na infância que afeta o controle da micção, principalmente durante o sono. Embora seja frequentemente considerada uma fase passageira do desenvolvimento infantil, a enurese pode trazer consequências emocionais significativas tanto para a criança quanto para a família. Estima-se que cerca de 15% das crianças de 5 anos apresentam episódios de enurese, sendo mais comum em meninos do que em meninas. O que é Enurese Infantil? É a perda involuntária de urina durante o sono em crianças com idade igual ou superior a 5 anos — idade em que a maioria já deveria ter adquirido o controle esfincteriano noturno. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, através do DSM-5, a enurese é diagnosticada quando ocorrem episódios pelo menos duas vezes por semana por um período mínimo de três meses consecutivos, ou quando há impacto clínico significativo no funcionamento social, escolar ou emocional da criança. Tipos de Enurese A enurese infantil pode ser classificada de acordo com a frequência e com a presença ou ausência de períodos de continência. Os principais tipos são: 1. Enurese primária Quando a criança nunca conseguiu controlar a função urinária durante a noite. É o tipo mais comum e geralmente está associado a fatores hereditários ou ao atraso no amadurecimento do sistema nervoso. 2. Enurese secundária Quando a criança já tinha controlo da bexiga durante a noite, durante 6 meses, mas depois voltou a urinar na cama. Essa forma geralmente está ligada a fatores emocionais, como mudanças na rotina familiar (p.e: divórcio dos pais ou nascimento de irmãos) ou eventos traumáticos. 3. Enurese monossintomática É caracterizada pela ausência de outros sintomas urinários, como urgência miccional, dor ao urinar ou perdas durante o dia. Indica um quadro mais leve e frequentemente relacionado ao sono profundo. 4. Enurese não-monossintomática A criança apresenta outros sintomas urinários, como micções frequentes, incontinência diurna ou infecções urinárias recorrentes. Esses casos podem indicar uma disfunção vesical mais complexa e requerem avaliação urológica mais aprofundada. Causas da Enurese Infantil 1. Imaturidade neurológica Algumas crianças apresentam atraso na maturação do controle dos esfíncteres e no desenvolvimento da comunicação entre o cérebro e a bexiga. 2. Fatores genéticos Estudos mostram que filhos de pais que tiveram enurese infantil têm maior chance de também apresentarem o quadro. 3. Produção excessiva de urina à noite (poliúria noturna) Em algumas crianças, a produção do hormônio antidiurético (ADH), que reduz a produção de urina durante a noite, está diminuída. 4. Sono profundo Crianças com sono muito profundo podem não perceber o sinal de bexiga cheia e, portanto, não acordam para ir à casa de banho. 5. Problemas emocionais ou psicológicos Situações de stress, ansiedade, traumas, mudanças escolares ou familiares podem desencadear ou agravar a enurese. 6. Infecções urinárias ou malformações anatômicas Apesar de menos comuns, condições orgânicas como infecção do trato urinário, refluxo vesicoureteral ou bexiga neurogénica podem estar presentes, principalmente nos casos de enurese secundária ou não-monossintomática. Diagnóstico O diagnóstico da enurese infantil é predominantemente clínico, baseado na história médica, comportamental e familiar da criança. Durante a consulta pediátrica, é fundamental levantar informações sobre: Além disso, o pediatra pode solicitar exames complementares, como: Tratamento O tratamento da enurese deve ser individualizado e considerar tanto os aspectos físicos quanto os emocionais da criança. O acompanhamento multidisciplinar, com pediatra, psicólogo, fisioterapeuta pélvico e, em alguns casos, urologista, é recomendado. Abaixo estão as abordagens mais comuns: 1. Medidas comportamentais a) Educação e motivação: É essencial evitar castigos e discussões. A criança deve ser incluída no tratamento de forma positiva, com estímulo à autoestima e ao autocuidado. b) Reforço positivo: Pode-se utilizar um quadro de adesivos ou recompensas simbólicas para cada noite em que o objetivo é cumprido. c) Redução de ingestão de líquidos à noite: Evitar o consumo excessivo de líquidos nas horas antes de dormir ajuda a diminuir o volume de urina durante a noite. d) Estímulo à micção antes de dormir: Garantir que a criança vai à casa de banho antes de deitar é uma medida simples e eficaz, que diminui a probabilidade de “xixi na cama”. 2. Uso do alarme de enurese É um dispositivo que emite som ou vibração ao detetar urina e é considerado o tratamento mais eficaz para a enurese primária. Com o tempo, a criança aprende a acordar com o sinal da bexiga cheia. 3. Tratamento medicamentoso Quando as medidas comportamentais e o alarme não são suficientes, o profissional de saúde adequado poderá recomendar tratamento medicamentoso, durante um período de tempo limitado. 4. Acompanhamento psicológico Em casos em que há forte componente emocional ou situações de trauma, a psicoterapia pode ser extremamente útil. O apoio à família também é fundamental para garantir um ambiente acolhedor e sem julgamentos. Impacto Emocional e Social A enurese pode ter consequências significativas na autoestima e no bem-estar emocional da criança. Muitas vezes, pode sentir-se envergonhada, constrangida ou inferior aos colegas, podendo gerar: Por isso, o acolhimento da família e o suporte psicológico são tão importantes quanto o tratamento médico. Os pais devem ser orientados a agir com empatia, evitando comparações e críticas. Prevenção e Prognóstico Não há uma forma comprovada de prevenir a enurese, mas alguns cuidados podem ajudar a reduzir os riscos ou a gravidade do quadro: O prognóstico da enurese infantil é, na maioria dos casos, muito positivo. Com o tratamento adequado, a maioria supera o problema até a adolescência. Considerações Finais A enurese infantil é uma condição comum, mas frequentemente acompanhada por mitos, tabus e julgamentos. É fundamental entender que urinar na cama não é culpa da criança e que, na grande maioria dos casos, não representa um problema grave de saúde. A compreensão, o apoio emocional e o tratamento adequado são essenciais para a superação desse desafio. Pais, educadores e profissionais de saúde devem trabalhar em conjunto para garantir que a criança recebe a ajuda de que precisa. Através de um olhar atento e empático, é possível transformar esse processo numa oportunidade de fortalecimento da autoestima

Enurese Infantil: causas, tipos, diagnóstico e tratamento

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Já ouviu falar de enurese infantil? A enurese infantil, popularmente conhecida como “fazer xixi na cama”, é uma problemática comum na infância que afeta o controle da micção, principalmente durante o sono. Embora seja frequentemente considerada uma fase passageira do desenvolvimento infantil, a enurese pode trazer consequências emocionais significativas tanto para a criança quanto para a família. Estima-se que cerca de 15% das crianças de 5 anos apresentam episódios de enurese, sendo mais comum em meninos do que em meninas. O que é Enurese Infantil? É a perda involuntária de urina durante o sono em crianças com idade igual ou superior a 5 anos — idade em que a maioria já deveria ter adquirido o controle esfincteriano noturno. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, através do DSM-5, a enurese é diagnosticada quando ocorrem episódios pelo menos duas vezes por semana por um período mínimo de três meses consecutivos, ou quando há impacto clínico significativo no funcionamento social, escolar ou emocional da criança. Tipos de Enurese A enurese infantil pode ser classificada de acordo com a frequência e com a presença ou ausência de períodos de continência. Os principais tipos são: 1. Enurese primária Quando a criança nunca conseguiu controlar a função urinária durante a noite. É o tipo mais comum e geralmente está associado a fatores hereditários ou ao atraso no amadurecimento do sistema nervoso. 2. Enurese secundária Quando a criança já tinha controlo da bexiga durante a noite, durante 6 meses, mas depois voltou a urinar na cama. Essa forma geralmente está ligada a fatores emocionais, como mudanças na rotina familiar (p.e: divórcio dos pais ou nascimento de irmãos) ou eventos traumáticos. 3. Enurese monossintomática É caracterizada pela ausência de outros sintomas urinários, como urgência miccional, dor ao urinar ou perdas durante o dia. Indica um quadro mais leve e frequentemente relacionado ao sono profundo. 4. Enurese não-monossintomática A criança apresenta outros sintomas urinários, como micções frequentes, incontinência diurna ou infecções urinárias recorrentes. Esses casos podem indicar uma disfunção vesical mais complexa e requerem avaliação urológica mais aprofundada. Causas da Enurese Infantil 1. Imaturidade neurológica Algumas crianças apresentam atraso na maturação do controle dos esfíncteres e no desenvolvimento da comunicação entre o cérebro e a bexiga. 2. Fatores genéticos Estudos mostram que filhos de pais que tiveram enurese infantil têm maior chance de também apresentarem o quadro. 3. Produção excessiva de urina à noite (poliúria noturna) Em algumas crianças, a produção do hormônio antidiurético (ADH), que reduz a produção de urina durante a noite, está diminuída. 4. Sono profundo Crianças com sono muito profundo podem não perceber o sinal de bexiga cheia e, portanto, não acordam para ir à casa de banho. 5. Problemas emocionais ou psicológicos Situações de stress, ansiedade, traumas, mudanças escolares ou familiares podem desencadear ou agravar a enurese. 6. Infecções urinárias ou malformações anatômicas Apesar de menos comuns, condições orgânicas como infecção do trato urinário, refluxo vesicoureteral ou bexiga neurogénica podem estar presentes, principalmente nos casos de enurese secundária ou não-monossintomática. Diagnóstico O diagnóstico da enurese infantil é predominantemente clínico, baseado na história médica, comportamental e familiar da criança. Durante a consulta pediátrica, é fundamental levantar informações sobre: Além disso, o pediatra pode solicitar exames complementares, como: Tratamento O tratamento da enurese deve ser individualizado e considerar tanto os aspectos físicos quanto os emocionais da criança. O acompanhamento multidisciplinar, com pediatra, psicólogo, fisioterapeuta pélvico e, em alguns casos, urologista, é recomendado. Abaixo estão as abordagens mais comuns: 1. Medidas comportamentais a) Educação e motivação: É essencial evitar castigos e discussões. A criança deve ser incluída no tratamento de forma positiva, com estímulo à autoestima e ao autocuidado. b) Reforço positivo: Pode-se utilizar um quadro de adesivos ou recompensas simbólicas para cada noite em que o objetivo é cumprido. c) Redução de ingestão de líquidos à noite: Evitar o consumo excessivo de líquidos nas horas antes de dormir ajuda a diminuir o volume de urina durante a noite. d) Estímulo à micção antes de dormir: Garantir que a criança vai à casa de banho antes de deitar é uma medida simples e eficaz, que diminui a probabilidade de “xixi na cama”. 2. Uso do alarme de enurese É um dispositivo que emite som ou vibração ao detetar urina e é considerado o tratamento mais eficaz para a enurese primária. Com o tempo, a criança aprende a acordar com o sinal da bexiga cheia. 3. Tratamento medicamentoso Quando as medidas comportamentais e o alarme não são suficientes, o profissional de saúde adequado poderá recomendar tratamento medicamentoso, durante um período de tempo limitado. 4. Acompanhamento psicológico Em casos em que há forte componente emocional ou situações de trauma, a psicoterapia pode ser extremamente útil. O apoio à família também é fundamental para garantir um ambiente acolhedor e sem julgamentos. Impacto Emocional e Social A enurese pode ter consequências significativas na autoestima e no bem-estar emocional da criança. Muitas vezes, pode sentir-se envergonhada, constrangida ou inferior aos colegas, podendo gerar: Por isso, o acolhimento da família e o suporte psicológico são tão importantes quanto o tratamento médico. Os pais devem ser orientados a agir com empatia, evitando comparações e críticas. Prevenção e Prognóstico Não há uma forma comprovada de prevenir a enurese, mas alguns cuidados podem ajudar a reduzir os riscos ou a gravidade do quadro: O prognóstico da enurese infantil é, na maioria dos casos, muito positivo. Com o tratamento adequado, a maioria supera o problema até a adolescência. Considerações Finais A enurese infantil é uma condição comum, mas frequentemente acompanhada por mitos, tabus e julgamentos. É fundamental entender que urinar na cama não é culpa da criança e que, na grande maioria dos casos, não representa um problema grave de saúde. A compreensão, o apoio emocional e o tratamento adequado são essenciais para a superação desse desafio. Pais, educadores e profissionais de saúde devem trabalhar em conjunto para garantir que a criança recebe a ajuda de que precisa. Através de um olhar atento e empático, é possível transformar esse processo numa oportunidade de fortalecimento da autoestima

Fisioterapia Preventiva – um aliado na qualidade de vida!

Fisioterapia Preventiva - um aliado na qualidade de vida

 Na Tecnifisio, defendemos uma abordagem proativa à saúde, focada na prevenção de lesões e na manutenção do bem-estar físico ideal. A fisioterapia não serve apenas para recuperar lesões — é uma ferramenta poderosa na prevenção, no controlo de condições crónicas e na otimização da performance física. O que é a fisioterapia preventiva?É uma abordagem que inclui avaliações completas, programas de exercício personalizados, terapia manual e educação, com o objetivo de identificar e corrigir desequilíbrios musculo-esqueléticos antes que estes causem dor ou lesão. Benefícios dos tratamentos preventivos regulares: Na Tecnifisio, a prevenção poderá ser feita de diferentes formas: sessões semanais de fisioterapia, consultas de follow up ou aulas de pilates clínico em pequenos ou grandes grupos. A escolha do plano mais adequado é sempre orientada pela nossa fisioterapeuta, tendo em conta a realidade, o histórico clínico e os objetivos individuais de cada utente Conclusão:Integrar a fisioterapia preventiva na rotina é uma forma inteligente de proteger a sua saúde futura e evitar dores limitantes. Na Tecnifisio, queremos acompanhá-lo nesse trajeto, promovendo mais movimento, energia e confiança. Fale connosco hoje e dê o primeiro passo para um corpo mais forte e equilibrado. Lembra-se: prevenir é sempre melhor do que remediar. Bibliografia: Kim, D.J., Cho, M.L., Park, Y.H. and Yang, Y.A. (2015) ‘Effect of an exercise program for posture correction on musculoskeletal pain’, Journal of Physical Therapy Science, 27(6), pp. 1791–1794. doi: 10.1589/jpts.27.1791. Naufal, A.F., Setiawan, A., Kurnia, P. and Fitri, A.A. (2025) ‘Physiotherapy intervention for posture improvement in individual with scoliosis: A case study’, Physical Therapy Journal of Indonesia, 6(1), pp. 40–48. doi: 10.51559/ptji.v6i1.232. Wroński, Z., Klasic, M. and Gjinovci, B. (2024) ‘Influence of physiotherapy on forward head posture and related problems – a critical review of literature’, Physiotherapy Review, 28(1), pp. 22–32. https://doi.org/10.5114/phr.2024.136486 Li, F., Omar Dev, R.D., Soh, K.G., Wang, C. and Yuan, Y. (2024) ‘Effects of Pilates on Body Posture: A Systematic Review’, Archives of Rehabilitation Research and Clinical Translation, 6(3), p. 100345. doi: 10.1016/j.arrct.2024.100345.

Obstipação e Fisioterapia Pélvica: há relação?

Obstipação e Fisioterapia Pélvica: há relação?

Introdução Apesar de não ser condição obrigatória, muitos dos casos que necessitam de fisioterapia apresentam queixas como obstipação crónica, esforço para evacuar e sensação de evacuação incompleta. Sabia que essas disfunções intestinais estão, muitas vezes, relacionadas a desequilíbrios musculares, posturais e funcionais da pélvis e do próprio pavimento pélvico?  A fisioterapia pélvica é uma especialidade que trata disfunções dos músculos da pélvis, que têm um papel fundamental não só na continência urinária e fecal, mas também no suporte dos órgãos pélvicos e na evacuação. Deixamo-vos aqui uma publicação que explora a relação entre pavimento pélvico e o funcionamento intestinal, os sinais de alerta para disfunções e como a fisioterapia pode atuar na reeducação funcional do corpo. 1. Entender o papel do Pavimento Pélvico O pavimento pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos e fáscias localizados na base da pélvis. Essa estrutura sustenta órgãos como a bexiga, o útero (nas mulheres) e o reto, sendo responsável por funções como continência urinária e fecal, suporte visceral, estabilização do core e função sexual. Durante o processo de evacuação, esses músculos devem ser capazes de relaxar para permitir a passagem das fezes. Quando há hipertonia (tensão excessiva), fraqueza ou descoordenação dessa musculatura, o resultado pode ser obstipação, esforço evacuatório ou sensação de evacuação incompleta. 2. Disfunções intestinais mais comuns associadas ao pavimento pélvico Entre as principais condições que a fisioterapia pélvica pode tratar no que se refere ao funcionamento intestinal, destacam-se: 3. Fatores que contribuem para disfunções intestinais Diversos fatores podem levar a uma disfunção do pavimento pélvico com impacto no intestino: A musculatura do pavimento  pélvico é altamente sensível ao estado emocional do indivíduo. O stress, a ansiedade e traumas, podem levar a um aumento da tensão muscular na região pélvica, o que interfere diretamente na evacuação. 4. Como a fisioterapia pélvica atua no tratamento do intestino A fisioterapia pélvica tem uma abordagem global e individualizada, considerando fatores musculares, posturais, respiratórios e comportamentais. As principais estratégias incluem: O primeiro passo é uma avaliação completa onde são questionados hábitos intestinais, rotina alimentar, uso de medicamentos, postura ao evacuar, funcionamento da musculatura do abdômen e do assoalho pélvico. Técnica que utiliza sensores para mostrar, em tempo real, a atividade da musculatura do assoalho pélvico. Ajuda o paciente a entender como relaxar ou contrair adequadamente a região. Utilizada em alguns casos para estimular a musculatura hipoativa (fraca) ou para promover relaxamento em casos de hipertonia. Ensina o paciente a reconhecer e responder corretamente ao reflexo de evacuação, sem esforço e sem manobras compensatórias. A respiração diafragmática é fundamental para a função intestinal. Trabalhar o movimento do diafragma, associado à mobilidade pélvica e abdominal, melhora a pressão intra-abdominal e favorece o reflexo evacuatório. A posição correta para evacuar (com os pés apoiados em um banquinho, simulando uma posição de cócoras) facilita o alinhamento reto-anal, reduz a necessidade de esforço e previne lesões. 5. Educação e mudança de hábitos: parte essencial do tratamento Grande parte do sucesso do tratamento depende da educação do paciente, daí ser fundamental orientar sobre: Conclusão A fisioterapia pélvica é uma ferramenta poderosa e, muitas vezes, subestimada no tratamento de distúrbios intestinais. Ao trabalharmos com uma abordagem integrada, que considera o corpo como um sistema funcional e interdependente, veremos não só o alívio dos sintomas, mas também da qualidade de vida, autoestima e autonomia. Se sofre de obstipação, esforço para evacuar, incontinência fecal ou outros sintomas intestinais recorrentes, considere procurar um fisioterapeuta pélvico. O cuidado com o pavimento pélvico pode ser a chave para um intestino saudável — e uma vida mais leve. Referencias: CARDOSO, A. J. O.; MOURA, J. B. F. Prevenção e tratamento da constipação intestinal da gestante: sob olhar de fisioterapeutas. Research, Society and Development, v. 10, n. 14, p. e442101422148, 8 nov. 2021. ‌ PAULA, A. et al. Atuação multidisciplinar no tratamento da incontinência fecal: revisão integrativa. Disciplinarum Scientia | Saúde, v. 22, n. 1, p. 417–428, 2021. ‌ FRANCIA BARROSO, A. et al. Abordagem fi sioterapêutica na incontinência fecal: revisãode literatura Physiotherapeutic approach in fecal incontinence: literature review. Fisioterapia Ser •, v. 13, 2018. ‌ STEIN, S. et al. ENTENDIMENTO DA FISIOTERAPIA PÉLVICA NA REDE PÚBLICA 65 O R I G I N A L. Rev. Ciênc. Méd, v. 27, n. 2, p. 65–72, 2018.

Como funciona uma consulta de Fisioterapia Pélvica para crianças?

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As técnicas de fisioterapia pélvica adaptadas para a pediatria têm como objectivo restaurar o funcionamento adequado dos músculos do pavimento pélvico, ao mesmo tempo que ajudam a criança a desenvolver habilidades motoras e o autocontrolo sobre funções corporais essenciais.  O que é feito nas consultas vai depender do caso em questão e da avaliação que a fisioterapeuta especializada realizar. Contudo, estas podem ser algumas das técnicas utilizadas:  Conclusão: Todas as consultas de fisioterapia pélvica para crianças, necessitam de ser realizadas por uma fisioterapeuta especializada na área, visto que a população pediátrica não responde às técnicas da mesma forma que os adultos. Por esse motivo, é necessário realizar uma avaliação especializada, de forma a delinear o melhor plano de tratamento e assim definir quais as técnicas a utilizar durante esse período de tempo, para atingir resultados eficazes.  Referencias:

Já ouviu falar de “cotovelo de tenista”? Nós explicamos tudo!

cotovelo de tenista

Sente dor no cotovelo, mas não consegue associar a nenhuma causa ou acontecimento? Então pode estar a sofrer de “cotovelo de tenista” ou como os profissionais de saúde gostam de chamar, epicondilite lateral. Acredite ou não, esta lesão não é exclusiva dos aspirantes a João Sousa ou Rafael Nadal- apenas 5% dos casos estão relacionados com praticar ténis! O que é o “cotovelo de tenista”? O cotovelo de tenista é uma condição dolorosa causada pelo uso excessivo ou esforço repetitivo dos tendões ligados à parte externa do cotovelo. Frequentemente resulta em micro-ruturas, inflamação e funcionamento reduzido dos tendões afetados. Quais são as causas?Esta é uma lesão causada por uso excessivo, ou seja, movimentos repetitivos que envolvem a mão e o pulso podem sobrecarregar os tendões do cotovelo e do antebraço, causando dor. Isto pode acontecer com mais frequência em pessoas que praticam desportos como padel, golfe, ginásio ou treinos HIIT ou para profissionais como mecânicos, eletricistas, cozinheiros ou pintores. Pode ainda ser causada pelo uso prolongado de computador ou telemóvel — mais um motivo para ter atenção ao tempo de ecrã! Como podemos ajudar? Muitas vezes o repouso e a aplicação de gelo podem aliviar a dor e inflamação, contudo se a lesão não for tratada corretamente, a dor pode persistir e tornar-se consistente e desconfortável. Dependendo da avaliação inicial, que é protocolo obrigatório na Tecnifisio antes de qualquer tratamento, podem ser utilizadas várias abordagens nomeadamente técnicas de terapia manual, tapping, punção seca e a utilização de ondas de choque. Isto vai permitir atuar na origem do problema, acelerando o processo de recuperação, através do relaxamento muscular, otimização da circulação dos tecidos, regulação da inflamação local.  Quando a dor e a inflamação diminuírem, é essencial focar no fortalecimento muscular, aumentando gradualmente a carga, de forma a reduzir o risco de novas lesões. Em simultâneo, é necessário garantir que as atividades do quotidiano não ficam comprometidas, e são executadas sem dor e desconforto, pelo que utilizamos o Pilates Clínico como aliado. Esta vertente do Pilates é focado na reabilitação, melhorando a postura e o alinhamento biomecânico, apoiando o braço e prevenindo movimentos compensatórios que possam agravar a condição existente, ou dar origem a outras- Porque escolher a Tecnifisio para o tratamento do “cotovelo de tenista”? Na Tecnifisio, juntamos anos de experiência e tecnologia avançada para garantir o melhor cuidado possível aos nossos utentes. Eis o que pode esperar:• Fisioterapeutas especializados: A nossa equipa experiente personaliza cada plano de tratamento às suas necessidades;• Qualidade de vida como maior objetivo: Acreditamos que mais importante que tratar a lesão, é dar-lhe tornas as ferramentas e oportunidades para que não tenha dor/desconforto e assim ser uma pessoa com maior qualidade de vida!• Abordagem centrada no utente: Todo o processo terapêutico tem em conta a sua história clínica, rotinas do dia a dia, estado psicológico e emocional e expetativas, permitindo adequar o tratamento ao utente. Referências: • Stoychev, V., Finestone, A.S. & Kalichman, L. (2020). Dry Needling as a Treatment Modality for Tendinopathy: a Narrative Review. Curr Rev Musculoskelet Med 13, 133–140• Hortz, B. V., & Falsone, S. (2024). Treating Lateral Epicondylopathy With Dry Needling and Exercise: A Case Series. Journal of Sport Rehabilitation, 33(4), 301-306.• Bisset, L. M., & Vicenzino, B. (2015). Physiotherapy management of lateral epicondylalgia. Journal of physiotherapy, 61(4), 174-181.• Amro, A., Diener, I., Bdair, W. O., Isra’M, H., Shalabi, A. I., & Dua’I, I. (2010). The effects of Mulligan mobilisation with movement and taping techniques on pain, grip strength, and function in patients with lateral epicondylitis. Hong Kong Physiotherapy Journal, 28(1), 19-23• Heales LJ, Vicenzino B, MacDonald DA, Hodges PW. (2016) Forearm muscle activity is modified bilaterally in unilateral lateral epicondylalgia: A case‐control study. Scandinavian journal of medicine & science in sports, 26(12), 1382-90.